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Deficit de atenção (TDAH): o que é, como prevenir e tratar

O transtorno de déficit de atenção é muito comum e tratável. Reconheça sintomas e como contornar a doença.

Vem comigo
Nesta página:

É um transtorno neurológico causado pelo funcionamento alterado de uma região cerebral responsável pela transmissão de substâncias químicas, os neurotransmissores, principalmente dopamina e noradrenalina, que passam informação entre as células nervosas (neurônios). Apesar de não ter cura, o TDAH tem sintomas claros e pode ser tratado eficazmente.

 

As causas de TDAH não são hereditárias, mas há genes que criam uma predisposição ao deficit de atenção.

O TDAH existe sim, e é bem comum

Durante alguns anos, a reação mais comum sobre o TDAH era julgá-lo como diagnóstico médico ‘exagerado’ para justificar a falta de disciplina e preguiça entre crianças e adultos. Entretanto, o transtorno é um dos mais vastamente pesquisados no campo da psicologia, nos últimos anos, o que ajudou na conscientização que o transtorno é real e muito comum.

 

O TDAH existe em várias culturas e países, o que demonstra uma predisposição independente do ambiente sociocultural, e varia de 5% a 8% entre crianças e de 1.5% a 4% entre adultos. No Brasil, estima-se que cerca 3 milhões de pessoas sofrem em maior ou menor grau com o déficit de atenção.

 

O transtorno apresenta 3 subtipos: o hiperativo, o desatento e o combinado. A cada 18 pessoas, 1 é diagnosticada com hiperatividade nos Estados Unidos e, destes, metade toma medicamentos.

Quais são os sintomas do TDAH?

Os sintomas da falta de atenção, hiperatividade e problemas de memória começam a se manifestar desde cedo, ainda na infância, especialmente no período por volta dos 7 anos, pois nessa idade é iniciada a alfabetização e as atividades educativas requerem mais atenção por períodos mais longos.

Os sintomas devem ocorrer em pelo menos dois contextos diferentes (casa e escola, casa e trabalho) e cada um dos três subtipos apresenta características diferentes  durante as fases da vida. O indivíduo deve sentir que a sua qualidade de vida é realmente atrapalhada pelos sintomas e o diagnóstico é confirmado quando não existe outra possível fonte (como ansiedade ou depressão):

Os sintomas da falta de atenção começam a se manifestar desde cedo, ainda na infância, especialmente no período por volta dos 7 anos.

Hiperatividade e impulsividade

  • Bebês em estado de humor frequentemente negativo;
  • Crianças desobedientes em público, com ataques insanos de raiva;
  • Impaciência e síndrome das pernas inquietas – se mexer muito na cadeira, com dificuldade em permanecer sentado por muito tempo;
  • Dificuldade de se manter em silêncio, mesmo em atividades de lazer;
  • Parecer estar conectado nos 220V;
  • Impaciência para ser atendido;
  • Responder perguntas antes delas serem concluídas, interrompendo o outro na conversa.

 

O subtipo impulsivo requer um monitoramento frequente dos pais e cônjuges, pois ele não tem noção de “sinal amarelo”, ele vai do vermelho ao verde e não costuma avaliar as suas decisões com mais ninguém antes de tomá-las. Essa característica aliada a comportamentos de risco como o consumismo compulsivo, vício em jogos ou dependência de substâncias químicas pode conduzir a muitos aborrecimentos e acidentes.

Desatenção

  • Prestar pouca atenção aos detalhes;
  • Dificuldade de se concentrar tanto em atividades intelectuais quanto em brincadeiras;
  • Dificuldade de seguir as instruções de uma atividade até o fim;
  • Dificuldade de planejar e se organizar com antecedência;
  • Esquecer coisas que deve fazer no dia-a-dia e perder objetos rotineiros;
  • Distrair-se com muita facilidade;
  • “Sonhar acordado”.

 

É frequente a mesma pessoa apresentar os dois subtipos combinados.

Problemas de concentração e memória (sem hiperatividade)

  • Estudar na véspera da prova, ir bem, mas esquecer exatamente o que estudou no dia da prova;
  • Deficiência no aprendizado, apresentando problemas para se concentrar por muito tempo, como no estudo de matemática;
  • Dificuldade em se manter focado na mesma tarefa, inclusive no trabalho;
  • Procrastinação e acúmulo de atividades consideradas monótonas;
  • Esquecimento de objetos do dia-a-dia e do nome de pessoas conhecidas.

 

Portadores de TDAH também manifestaram outros sintomas como a baixa autoestima – uma vez que a pessoa se habitua a escutar críticas e reclamações – adiar cronicamente as coisas, aborrecer-se rapidamente e perder o interesse, ser intolerante à repetição e apresentar variações frequentes de humor.

Quais são as causas do TDAH?

Relacionamos abaixo os fatores mais comumente relacionados ao transtorno de atenção e hiperatividade, mas não deixe de conferir também as causas incomuns do TDAH para se informar de forma completa sobre o assunto.

Causas mais comuns:

Pre-disposição genética

Em 90% dos casos, os genes relacionados à produção de dopamina e noradrenalina ou outros fatores genéticos estão conectados com a falta de atenção.

 

O TDAH é mais facilmente percebido entre meninos, especialmente sob o aspecto da hiperatividade, mas na idade adulta a incidência é proporcional entre mulheres e homens, o que demonstra que na fase infantil é mais difícil reconhecer os sintomas nas meninas.

Sofrimento fetal

Nascimento prematuro ou problemas durante o parto aumentam o risco de TDAH, apesar da relação da causalidade não ser clara. A privação de oxigênio no cérebro, ou a compressão na coluna e no crânio do bebê como resultado de um parto difícil, em que a criança precisa ser retirada por uma ventosa ou por outros equipamentos, são alguns exemplos de sofrimento fetal que levam ao transtorno.

 

Existem ainda a rubéola intrauterina durante a gravidez e a encefalite e meningite pós-natal do bebê que podem estimular o desenvolvimento de TDAH na criança.

 

Desnutrição

A mãe pode não estar consumindo a quantidade suficiente de ácidos graxos durante a gravidez, que deve duplicar durante o período (pelo menos 14g por dia).

Substâncias ingeridas durante a gravidez

O uso de álcool, drogas ou tabaco durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se a região responsável pelos níveis de atenção. Mães alcoólatras têm maior propensão a ter filhos hiperativos e desatentos, apesar da relação causa e efeito não ter sido comprovada.

 

Problemas Familiares

O ambiente familiar não é determinante para o aparecimento do transtorno, mas pode agravá-lo em quem já tem um quadro de TDAH. Não há clareza sobre se os problemas familiares surgem com as dificuldades típicas do transtorno de deficit de atenção das crianças (ou dos pais), ou se é o ambiente caótico e com alto grau de discórdia conjugal que desperta desatenção e hiperatividade nas crianças.

Qual o tratamento do TDAH?

Infelizmente o TDAH não tem cura, mas é possível normalizar os principais sintomas graças ao acompanhamento médico e tratamento adequados. Controlar a condição é extremamente importante para o seu pleno desenvolvimento pessoal e profissional, então procure ajuda clínica!

Procurando um médico

Se você se reconheceu, ou a alguém próximo, em alguns dos sintomas acima, talvez valha investigar o diagnóstico de TDAH com um médico. É importante que os sintomas não sejam oriundos de outras comorbidades – como a ansiedade, depressão e bipolaridade – então explore todas estas possibilidades com o psiquiatra e neurologista.

 

Lembre-se: a ciência já desenvolveu muitos estudos e pesquisas sobre TDAH e é capaz de diagnosticá-lo em crianças e adultos a partir da observação dos sintomas e questionários de comportamento. Converse com o seu clínico geral para que ele lhe indique um especialista.

Diferentes formas de tratamento

Cada caso é um caso, e para cada subtipo de TDAH, existirá uma recomendação de tratamento pertinente. O que você deve conversar com o médico é sobre as mudanças de hábito, opções de terapia comportamental – inclusive para você e seu cônjuge! – e de qual medicação seria indicada.

O que pode ajudar a tratar o TDAH?

A mudança de hábito é rota certa para o sucesso no tratamento do TDAH e ela é construída aos poucos e com o exemplo dos pais e apoio da família. Além de unir a todos, o tratamento vai melhorar a qualidade de vida de quem sofre com o transtorno e dos demais membros familiares.

Atividade física

Recomendada para todos que desejam levar uma vida mais saudável, a atividade física praticada diariamente é um excelente canalizador de energia dos tipos hiperativos. Por ser dinâmica, períodos de atividade física podem anteceder os períodos de estudos.

 

Atenção dos familiares

A compreensão e apoio da família biológica e da família estendida – educadores, professores, técnicos – faz total diferença no tratamento. Estabelecer rotinas e regras e seguí-las é muito benéfico, afinal, a virtude da disciplina é fundamental.

 

Deve-se desde cedo ensinar a criança a terminar o que começa e não fazer tudo por ela, pois a superproteção pode deixar os filhos dependentes e mimados.

 

Rotina organizada

Um calendário semanal de horários e atividades da família, dividindo responsabilidades domésticas entre todos, deve ser visto como um “acordo” que rende pontos positivos ou negativos de comportamento, com seus respectivos prêmios e punições.

 

Manter os objetos e móveis bem organizados, com compartimentos que facilitam a localização rápida dos pertences, poupa tempo e evita desentendimentos.

Conclusão

É possível lidar bem com a vida mesmo tendo TDAH, desde que haja um alto desenvolvimento intelectual, boas habilidades sociais e a canalização desta energia extra em realizações tangíveis. Quer começar hoje mesmo a mudar o seu desenvolvimento intelectual ou o do seu filho?

 

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Fontes:

Paulo Mattos – No mundo da lua – Perguntas e respostas sobre o Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade em crianças, adolescentes e adultos

Ana Beatriz Barbosa Silva – Mentes inquietas

Carin A. C. M. Primavesi Silveira – Deficit de atenção tem solução

TDAH – O que é TDAH

 

Nathália Caldas - autora de conteúdo
autor do post

Nathalia Caldas, 31

Publicitária, aficionada por marcas, tecnologia e conteúdo, reside em Curitiba mas é cidadã do mundo. MBA em Gestão Estratégica e se dedica ao marketing digital há mais de 9 anos.