ENEM

Arrebente no Enem e Vestibular

Vamos te ensinar a Estudar da forma certa, sem preguiça ou ansiedade. Você vai Aprender mais rápido e ter tudo gravado na Memória.

10x de R$ 29,80

Veja mais Ícone seta
Concursos

Passe no concurso que você quer

Seja um mestre da Aprovação! Aprenda mais rápido e Memorize o Edital inteiro, através de técnicas com base científica.

10x de R$ 39,80

Veja mais Ícone seta
Desenvolvimento Pessoal

Decole sua carreira, estudos e projetos pessoais

Desperte sua genialidade! Tenha o Alto Desempenho Intelectual como maior aliado na conquista dos seus objetivos.

10x de R$ 39,80

Veja mais Ícone seta
Imagem ilustrativa

Aprender a aprender é possível com o método de estudos da A-cubed

Entenda o funcionamento do seu cérebro, a retenção da informação na memória e a ciência por trás do aprendizado

Vem comigo
Nesta página:

Por muito tempo existiu um consenso de que para ser especialista em uma atividade, seja do campo esportivo, artístico ou intelectual, era necessário ter um dom ou talento natural desde o nascimento. Porém, a ciência revela que a expertise é construída, não herdada. Sorte, herança genética, talento inato, QI alto… nenhum desses é um fator preditivo da alta performance intelectual.

De acordo com Anders Ericsson, o desenvolvimento de uma habilidade, inclusive aquelas que demandam um forte desempenho intelectual, dependem da prática intensiva e dedicação constante. Além disso, para conquistarmos o verdadeiro aprendizado, a chave é entender como o nosso cérebro funciona para que possamos estudar da maneira correta, afinal, quando não entendemos a forma como aprendemos, gastamos muito tempo e energia em cima dos livros, mas os resultados são frustrantes. E isso não acontece por falta de dedicação, mas por não usarmos as técnicas de estudo corretas.

Neste guia definitivo sobre como aprender a aprender, vamos compartilhar com você o que a ciência nos ensina sobre o nosso cérebro, memória e técnicas de estudo.

Aprendendo a estudar para provas e desenvolvimento pessoal

Há dois tipos de foco na hora de aprender – um é melhorar as habilidades que você já possui e o outro é ampliar o alcance e variedade das suas habilidades atuais. Para isso, o autoconhecimento é fundamental: se você sabe qual é a melhor forma do seu cérebro aprender coisas novas, dominar as matérias de um teste é apenas questão de tempo e disciplina.Por falar em tempo, ele é o recurso mais valioso que você vai precisar administrar através de uma agenda ou cronograma de estudos e revisões. A boa notícia é que é possível adquirir técnicas para ler mais rápido e dessa forma otimizar o seu planejamento! Não acreditamos em milagres, macetes ou atalhos para estudar, mas a ciência aponta que existem técnicas que são muito eficientes, apesar de pouco usadas pelos estudantes.

Vestibular ou Enem

Uma das principais dúvidas do ensino médio é a decisão sobre se preparar para as provas de vestibular, ENEM ou os dois. Enquanto algumas universidades ainda têm seu próprio sistema de provas, a maioria das universidades públicas aceita o ENEM como teste padrão de admissão nos cursos de graduação.

Além da complexidade de escolher uma profissão, você ainda se depara com a expectativa dos seus pais, colegas, o ritmo intenso de cursinhos, colégio, e sem falar nas aulas particulares de inglês ou espanhol…! Como conciliar tudo isso?

Temos várias dicas sobre como preparar uma rotina de estudos, como lidar com a ansiedade, enfim, te ensinar a estudar da forma certa. Com as técnicas da A-Cubed para vestibular ou ENEM você pode turbinar o seu aprendizado e aumentar a sua performance nas provas, começando com as dicas apresentadas neste material.

Concurso público

Independente do seu foco estar  nos concursos municipais, estaduais ou federais, todos os anos são lançados editais anunciando centenas de vagas no funcionalismo público em todo o Brasil, para todos os níveis – fundamental, médio ou superior.

Quem já prestou concurso público sabe como uma boa preparação faz toda a diferença: analisar as provas anteriores, a banca, o edital e ir atrás dos melhores cursinhos e materiais é apenas o começo. A jornada de estudos pra concurso é longa, sendo que os mais disputados podem chegar a 300 candidatos por vaga, e muitas fases. Se você deseja desenvolver foco, resiliência e, principalmente, técnicas sólidas de estudo, conheça como a metodologia A-Cubed pode te ajudar neste processo.

Vida profissional e pessoal

Se você não tem uma prova planejada, porém está sempre em busca de novos cursos e aperfeiçoamento pessoal que exigem a aquisição de um novo conhecimento, também se beneficiará com o que a A-cubed tem para oferecer. Além de descobrir como organizar seu tempo e traçar objetivos, você vai conhecer a forma como o seu cérebro aprende. Tudo isso, para que, através da aprendizagem, você enriqueça sua base de conhecimento e impulsione sua carreira e vida pessoal.

Não deixe de conferir o nosso plano de estudos para quem quer estar sempre atualizado, através de uma aprendizagem de alta performance. Torne-se um verdadeiro lifelong learner.

Entenda como desenvolver sua inteligência de forma completa

O alto desempenho intelectual pode ser construído e aperfeiçoado continuamente, independente das suas aptidões naturais.

 

Por que algumas pessoas sofrem para aprender?

A resposta mais simples para essa pergunta é porque elas provavelmente estudaram da forma errada durante a vida toda. Se você ou alguém próximo sofre para aprender, é possível que esteja aplicando a técnica incorreta na hora de estudar. Pesquisas na área das ciências cognitivas apontam que há formas de estudar mais efetivas do que outras, porém poucas pessoas conhecem essas técnicas.

O pior é que, sem conhecer a forma correta de estudar, muitos começam a achar que não são capazes de aprender conteúdos complexos, quando, na realidade o problema está na técnica como têm estudado há anos. A “síndrome” do estudante relutante é justamente a consequência de procrastinar a rotina de estudos por medo – porque o assunto é difícil ou porque é trabalhoso demais e o aluno tem medo de se frustrar. No entanto, quem não dá o primeiro passo, nunca chega lá.

Se isso fez sentido para você, chegou o momento de você descobrir a forma correta para realmente aprender qualquer assunto que seja do seu interesse. Pois a gente está aqui justamente para te dar o apoio que está faltando para você turbinar sua aprendizagem.

É possível que o conhecimento que vamos trazer neste artigo nunca tenha sido compartilhado com você no colégio, cursinho ou faculdade, então adicione esta página aos seus “favoritos” do navegador agora mesmo!

“Temos muito mais poderes do que jamais imaginaríamos para assumir o controle de nossas vidas” - Anders Ericsson e Robert Pool

compartilhe
Sem conhecer a forma correta de estudar, muitos acham que não são capazes de aprender conteúdos complexos.

Como a ciência ajuda as pessoas a aprender mais rápido e melhor

A neuroeducação – ou a fusão interdisciplinar entre educação, psicologia e neurologia – é uma área de estudos nova que investiga a forma como o nosso cérebro aprende, a fim de criar novas estratégias de ensino e aprendizagem.

De acordo com ela, além de existir a forma certa de estudar, memorizar e fazer revisão, é importante entender como o nosso cérebro funciona ao longo do processo e, conforme já defendemos no início desse artigo, aceitar que o segredo está em estudar melhor em vez de estudar mais.

Como estudar e aprender de acordo com a ciência

Você sabia que uma das estratégias de estudo que mais nos ajuda a reforçar a informação na memória de longo prazo inclui a prática da recuperação? Ou seja, quando você mesmo se questiona e tenta recuperar da sua memória tudo o que se lembra de uma aula ou texto que acabou de ler, essas informações são reforçadas na memória.

Outra estratégia é dividir e espaçar suas sessões de estudo,  ao invés de concentrá-las em um único bloco na sua agenda. Legal, não? O melhor é que essas são apenas algumas das dicas que vamos te dar para você turbinar o seu cérebro. Então vamos lá!

Criando significado

Nosso cérebro aprende quando criamos um significado próprio para uma nova informação, estabelecendo uma relação entre o novo assunto e a nossa base de conhecimento prévio.

Ou seja, a nova informação tem que ser contextualizada com o que o indivíduo já conhece, para que ele possa estabelecer novas relações e “ancorar” o novo conhecimento em sua mente. É assim que surge um novo significado, de acordo com a teoria da aprendizagem significativa do psicólogo americano David Paul Ausubel.

Explicando melhor: todos nós possuímos uma estrutura cognitiva, que nada mais é que a representação organizada, em nossa mente, de todo o conhecimento que adquirimos em nossas experiências de aprendizagem até aquele momento. Esta estrutura, metaforicamente falando, representa um conjunto infinito de blocos de informação, enganchados uns aos outros, em função das relações entre os seus conteúdos, de maneira a formar uma verdadeira rede.

Portanto, quando um novo conteúdo é apresentado, quanto mais evidente for a sua relação com um bloco já existente, mais fácil será “enganchá-lo” a esta parte da estrutura cognitiva e ampliar a rede mental.

Trazendo esse conhecimento para prática, quando, por exemplo, um aluno já domina os conceitos de geometria plana, relacionados a um quadrado (estrutura cognitiva prévia), e, depois, recebe novos conhecimentos sobre como calcular o volume de um cubo (novo bloco de conhecimento), este novo saber é enganchado à estrutura de conhecimento que envolve o seu similar em geometria plana (o cálculo da área do quadrado). Porque as estruturas estão relacionadas, são complementares, assim o aprendiz atribui significado ao conceito abstrato do cálculo do volume de um cubo, a partir do seu conhecimento prévio sobre a forma de calcular a área do quadrado. Esse novo conhecimento é melhor compreendido e codificado na memória.

Em suma, o aluno relaciona cognitivamente que o cálculo do volume de um cubo tem relação intrínseca com o cálculo da área do quadrado, se dando conta que o cubo nada mais é que a projeção em 3 dimensões da figura plana de um quadrado.

Logo, a estrutura cognitiva deve ser organizada para relacionar com mais facilidade qualquer informação nova com o que já se conhece sobre o assunto. É o mesmo que dizer que antes da sua sessão de estudo você vai fazer o “aquecimento e alongamento” do seu cérebro para que ele estabeleça novas conexões com mais facilidade.

Uma boa dica para facilitar esse processo é simplesmente, antes de estudar um assunto, tentar se lembrar de tudo que você sabe sobre ele.

Essa simples estratégia fará com que o seu cérebro já esteja atento a possíveis “ganchos” para esse novo conhecimento. Assim você estará intencionalmente ajudando o seu cérebro a aprender!

 

Técnicas de memorização: como lembrar de tudo o que aprendi

A nossa memória é o depósito de tudo o que nos identifica, de quem somos e o selo da nossa identidade perante o mundo. E quando falamos de aprendizagem, nem sempre compreender um assunto é garantia de que vamos lembrar daquele conhecimento a longo-prazo. Então, se queremos ter um conhecimento na ponta da língua, precisamos entender como funciona a nossa memória e como “avisar ao nosso cérebro” que uma informação é importante e não pode ser esquecida.

A curva do esquecimento

Uma das principais características da nossa mente é justamente esquecer do que vivenciamos dia após dia. Pode parecer contraditório, mas a quantidade de informações que recebemos diariamente é simplesmente enorme e, se formos pensar bem, grande parte delas é dispensável. Logo, tanto a capacidade de lembrar informações importantes como a habilidade de esquecer o que não é relevante é resultado de um cérebro eficiente que não desperdiça energia.

Hermann Ebbinghaus foi um estudioso que, há mais de um século atrás, se dedicou  a estudar justamente o efeito do tempo sobre a memória humana. Concluiu que, logo após a aprendizagem, há uma grande queda na nossa capacidade de lembrar, porém com o passar do tempo essa curva de esquecimento tende a se estabilizar. Enfim, ficou claro que o intervalo de tempo entre a aprendizagem e o momento em que usaríamos esse conhecimento era um fator determinante para sua lembrança.

Além disso, podemos imaginar nossa memória como um músculo: quanto mais usamos, mais forte ela fica, ou seja, quanto mais buscamos em nossa mente uma informação recém-gravada, mais nosso cérebro entende que aquele dado é importante e reforça essa trilha de memória.

Podemos imaginar nossa memória como um músculo: quanto mais usamos, mais forte ela fica; quanto mais buscamos em nossa mente uma informação recém-gravada, mais nosso cérebro entende que aquele dado é importante e reforça essa trilha de memória.

Como gravar tudo na memória

Quando vivenciamos algum evento marcante emocionalmente, seja uma grande tragédia ou felicidade, nosso cérebro automaticamente entende que essa memória deve ser bem gravada. Por isso nos lembramos sem esforço algum de como foi nosso primeiro beijo ou de onde estávamos quando aconteceu o atentado de 11 de setembro.

 

Mas quando estamos estudando, a experiência da aprendizagem normalmente não acontece com uma carga emocional tão grande como nesses exemplos, então surge a questão: como fazer para “avisar ao nosso cérebro” que uma informação que acabamos de aprender deve ser bem gravada na memória de longo-prazo? Como tudo na vida, é necessário usar a ferramenta correta. Confira algumas dicas:

Retrieval Practice ou a prática da recuperação

Nós já vimos que uma memória gravada funciona como um músculo, quanto mais eu uso aquela informação, mais forte a sua trilha de memória fica. Mas, assim como nas academias de musculação, existe um jeito certo para exercitar e reforçar tudo que aprendemos em nossa mente.

A prática de recuperar uma informação é uma das formas mais promissoras, revelando um aumento de 300 – 400% na capacidade de lembrar uma informação a longo-prazo, se comparada à prática de simplesmente ler e reler um conteúdo. Ou seja,  revisar um assunto, tentando se lembrar dele, reprocessando essa informação na mente a partir da nossa memória, é muito mais eficiente que ir direto no livro e rever o mesmo conteúdo.

Uma das recomendações para praticar o retrieval é fazê-lo logo após o aprendizado. Com essa super dica, você organizará todo o conhecimento em sua mente, além de reforçar a sua memória. E para tornar a prática do retrieval ainda mais interessante, você pode preparar alguns materiais como cartões de memória, quizzes etc, de maneira a criar o seu próprio jogo de aprendizagem.

Faça anotações dos pontos mais importantes

Comece a fazer anotações através de representações mais visuais, por exemplo, construindo mapas mentais sobre o assunto.

Eles são mais eficientes que os tradicionais resumos porque focam nas palavras-chave. Cada uma delas deve representar um bloco de conhecimento aprendido, de maneira que funcione como uma pista que indica para o nosso cérebro qual memória ele deve recuperar, economizando o seu tempo e ajudando o seu cérebro a fazer associações.

O mapa mental é composto de (1) um núcleo ou idéia central, (2) as palavras-chave importantes, próximas ao núcleo, e (3) informações, referências, imagens e palavras-chave complementares. Ao final, para ter certeza que as suas anotações foram bem feitas, basta conferir se o mapa que você construiu tem as pistas (palavras-chave) necessárias para você conseguir retomar todos os pontos do conhecimento aprendido.

Dicas de memorização

Uma das técnicas que estimulam a imaginação e encorajam o nosso cérebro a fazer associações é o uso de mnemônicos: um código especialmente feito para  relembrar informações. Alguns exemplos de mnemônicos são acrônimos, canções ou jingles. Vejamos como funciona na prática:

  • Use as iniciais de uma lista de conceitos relacionados para formar uma nova palavra. Exemplo: A Constituição Federal  define os seguintes princípios para a administração pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência = LIMPE .

 

  • Associe um conceito novo a algo que já esteja na sua memória para facilitar conexões, como a rima de uma música ou verso: “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá…”, seno a, cosseno b, seno b cosseno a. Assim, a partir da famosa Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, você tem um dica para recuperar na memória a fórmula da soma de dois arcos: sen (A + B) = senA.cosB + senB.cosA.

 

  • Use um código de cores diferentes em suas anotações, de maneira a organizar melhor as  informações e estimular o seu cérebro visualmente. Por exemplo: ao comparar dois conceitos, use a cor vermelha para destacar as diferenças entre eles e a cor verde para destacar os pontos semelhantes.

 

  • Para cada conceito, crie uma imagem exagerada, forte e engraçada na sua mente – quanto mais inusitada ela for, mais fácil será para você, a partir da imagem, lembrar o conceito. Quer ver só? Então imagine que, durante uma aula sobre fotossíntese, enquanto aprende o conceito de fotólise (quebra da molécula da água), você imagina o Sol personificado como um lutador de MMA, rachando uma caixa d’água ao meio, com apenas um golpe de karatê. Inusitado, não? É provável que com essa simples dica, amanhã você ainda tenha essa imagem na cabeça! Só um último detalhe: essas associações devem ser positivas e simples.

Como organizar os estudos… e ainda conseguir relaxar!

A gente entende como a rotina de estudos pode ser exigente… acredite, já passamos por isso algumas vezes! Mas, apesar de tudo, é possível organizar tempo para tudo: família, amigos, relacionamento, esportes e, claro, estudos. Garantimos que se você seguir as nossas dicas, vai terminar até gostando dessa nova rotina. Confira:

A importância de saber onde se quer chegar

Ninguém gosta de remar ao léu; imagine, será que você vai sentir satisfação em estudar muitas horas, durante semanas ou meses, sem ter um objetivo claro e definido?

Por isso temos que ter objetivos claros na vida, e para te ajudar a traçar metas de estudo realistas e manter-se responsável pelo próprio avanço, você pode usar o critério SMART. O objetivo deve ser:

 

Specific…………..Específico

Measurable……Mensurável

Attainable………Atingível

Relevant…………Relevante

Time Based…..Com data para alcançá-lo

E para fechar com chave de ouro, você pode criar o hábito prazeiroso de se recompensar a cada passo conquistado. Cumpriu as metas da semana? Tome uma folga e descanse o seu corpo e a sua mente, alimente-se bem, durma, relaxe com a família e amigos, assista a um filme ou jogue o seu videogame favorito. Você fez por merecer!

Conheça seu desafio tão bem quanto a você mesmo

Você pode estar se preparando para o vestibular ou para um concurso público, mas independente do desafio, terá um volume muito alto de assuntos para aprender e memorizar. Imagine que a prova é um quebra-cabeças de 1.000 peças… como você planejaria essa atividade?

Já vimos que você tem que ter claro onde quer chegar. E para facilitar nossa visão geral, podemos imaginar que o seu objetivo é representado pela imagem completa do quebra-cabeças finalizado. Ou seja, para completá-lo você precisa entender como cada uma dessas peças se encaixa para realizar o seu sonho.

Assim, à medida que for avançando no seu projeto, cada peça bem entendida e encaixada vai formando uma imagem cada vez mais real da sua conquista.

Planejar os estudos é como planejar um quebra-cabeças

Dividir para conquistar

Para correr uma maratona precisamos dar o primeiro passo. Com os estudos acontece a mesma coisa: você deve dividir o seu grande projeto em pequenas partes ou pequenas conquistas, assim, sempre que completar mais um quilômetro, encontrará a sensação de satisfação.

Quanto mais alinhados os seus estudos estiverem do seu propósito pessoal, mais reconfortante serão as conquistas. Você não deve se apressar para abraçar tudo de uma vez, mas deve celebrar o que são conhecidas como “pequenas vitórias”: no longo-prazo, além da sua saúde mental agradecer, essas celebrações de 5 a 10 minutos vão somar muitos pontos para a sua felicidade pessoal e injetar dopamina (neurotransmissor que dá a sensação de prazer) no seu cérebro.

O que está na agenda está sob controle

Um dos passos fundamentais que você deve dar é organizar quanto tempo vai dedicar ao estudo de um material e traçar metas de onde quer chegar. Quando a gente estuda, a decisão de tempo e metas que queremos completar são como uma bússola que nos manterá na direção do sucesso.

Calcular quanto tempo o conteúdo da matéria vai levar para ser estudado, quais são os assuntos mais importantes, quais  materiais (livros, PDFs e videoaulas) serão usados, qual é o tempo dedicado aos estudos e às revisões…isso tudo nos dá um número aproximado de sessões de estudo, que podem ser divididas em semanas, e anotadas na sua agenda. Com a agenda, não há erro ou atrasos, você detém o controle!

O que mais a ciência nos ensina sobre a organização dos estudos e revisões

Sim, existe uma forma ideal para organizar os estudos e fazer revisões que aumentem a retenção do conhecimento a longo-prazo. A ciência nos ensina o que dá certo! Vamos lá?

Space effect ou efeito espaçamento

O efeito espaçamento é o benefício que ocorre em relação à memória de longo-prazo, quando em vez de se realizar uma sessão de estudo em um único bloco de tempo, esse mesmo período de estudos é dividido com intervalos de tempo entre eles.

Por exemplo, se pegarmos uma quantidade de alunos para revisar um determinado assunto e dividirmos esses estudantes em dois grupos:

O grupo A vai rever a matéria de uma vez só, ou seja, essa revisão será feita em uma única sessão de estudo de 3 horas. Já o grupo B vai pegar essa mesma quantidade de tempo (3 horas) e vai dividi-la em mais de uma sessão de revisão.

Por exemplo, uma hora de revisão na segunda-feira, uma hora na terça, uma hora na quarta, de maneira a criar um espaçamento entre as sessões de revisão.

Se passado algum tempo a gente testar o quanto cada grupo consegue lembrar do assunto revisado, o grupo que realizou as sessões de revisão de forma espaçada, e não em um único bloco, terá um resultado muito superior!

Portanto, lembre-se: para lembrar ainda mais dos conteúdos aprendidos, divida suas sessões de revisão!

Interleaving effect ou efeito de intercalação de assuntos

A repetição do mesmo conteúdo e dos exercícios que testam o mesmo tipo de problema, por um longo período, não é benéfica para o seu plano de estudos. A sugestão aqui é intercalar assuntos, em conjunto com o plano de revisões, para fixar o conteúdo na sua memória de longo-prazo, variando o conteúdo estudado.

Quer ver só um exemplo? Talvez isso já tenha acontecido com você:  quando temos uma lista enorme de exercícios de física sobre o mesmo assunto, muitas vezes, a primeira questão é a que demora um pouco mais para ser resolvida, mas a partir do momento que a gente identifica o padrão para resolver o problema, qual a fórmula a ser aplicada, a maior parte do raciocínio já está feito.

A partir do segundo exercício, ocorre o mesmo raciocínio, só mudando os números, os dados, o que até causa a impressão de um bom entendimento da matéria, mas pode acontecer que simplesmente estejamos encaixando os números na fórmula, pulando todo aquele raciocínio para entender o fenômeno físico em si. Ou seja, vira uma repetição mecânica de “encaixar os números na fórmula”.

Nosso cérebro não dá saltos, não automatiza a resposta, e é justamente esse esforço de um novo raciocínio a cada exercício que dá esse ganho na aprendizagem e retenção do conhecimento a longo-prazo.

As duas técnicas – de spacing e interleaving – são complementares e apresentam ótimos resultados em pesquisas científicas! Então use e abuse dessas estratégias.

Por outro lado, quando intercalamos assuntos correlacionados (mas não idênticos) começamos a reparar justamente as diferenças que existem entre uma forma de resolver um exercício e outro. Então, praticar os exercícios de forma intercalada entre os assuntos cria um novo processo de raciocínio para chegar a novas conclusões.

 

Outras formas de estudar que valem ouro

Conheça mais formas de organizar os seus estudos:

Estudando em grupo do jeito certo

O primeiro fator, e um dos mais importantes, é formar um grupo pequeno: de 4 a 6 pessoas no máximo, para evitar conversas paralelas e cultivar o foco. A diversidade de talentos também é essencial – busque participantes que têm habilidades diferentes das suas e se saem melhor em matérias que você não domina.

O objetivo comum de tirar boas notas e a motivação de compartilhar o seu conhecimento com essa rede de apoio, assumindo o papel de professor, vai tornar o seu aprendizado mais ativo.

A importância do coach

Para aprender cada vez mais e desenvolver uma especialidade é necessário ter diferentes tipos de instrutores durante todas as fases de desenvolvimento.

A figura do coach é fundamental para oferecer feedback construtivo e honesto ao aprendiz, sedento por atingir um desempenho mais alto. Mas lembre-se: conforme você se torna melhor, também deve se tornar mais independente do coach e passar a estabelecer o seu próprio plano de desenvolvimento.

Como estudar cansado

Não há nada mais fácil do que ceder à preguiça, deixar os livros de lado e ir assistir Netflix. Mas como já conversamos, ter metas e objetivos é essencial para manter o controle do seu desempenho e evitar a procrastinação. Quando a gente deixa algo importante para depois, sentimos culpa e perdemos um tempo valioso.

Por isso a reflexão que você deve fazer para não desistir no meio dos estudos é: como vai se sentir quando receber o resultado da sua aprovação? O que as pessoas vão dizer quando virem a sua nota? O que este sonho cumprido significará para você? Mesmo se estiver cansado, visualizar a conquista te ajudará a estudar um pouquinho mais, e quando você concluir, aí sim, descanse com a consciência tranquila de missão cumprida.

Mas sempre que for esticar um pouco mais os estudos, o faça com moderação, pois, apesar de ser possível estudar cansado, de fato, chega uma hora que a nossa capacidade cognitiva “se esgota”. Nesse momento é hora de relaxar e recarregar as baterias. Aproveite para sair e esticar as pernas, comer algo gostoso, e só depois retomar os estudos.

Digitar ou anotar?

Além de melhorar a retenção do conhecimento no longo-prazo, estudar anotando com papel e lápis implica manter o foco para perceber os próprios erros e sintetizar o conteúdo da aula, enquanto estimula a sua memória motora. Segundo estudos da Associação para Ciências Psicológicas, os alunos que usam o computador para tomar notas transcrevem as palavras sem refletir sobre o que está sendo dito, enquanto quem se educa a escrever, tende a adicionar novos conceitos e anota só o que importa.

Como ler mais rápido

Conseguimos ler muito mais palavras quando silenciamos a voz interior que “pronuncia” o conteúdo; para ajudar o seu cérebro a focar na leitura, você pode usar o dedo ou um lápis para acompanhar as linhas do texto, e, ao encontrar uma palavra que não conhece, não pare! Provavelmente você conseguirá deduzir o significado pelo contexto geral do assunto.

Preparamos um artigo completo sobre como ler mais rápido que pode transformar a forma e a velocidade em que você lê livros, apostilas e materiais. Dicas de campeões mundiais de memorização e de quem já as implementou na prática… só a gente traz pra você!

Comece pelo mais difícil

A nossa força de vontade e a nossa energia são limitadas, por isso, há um truque fácil de aplicar nos seus estudos: aprenda o que é mais difícil primeiro, começando pela matéria mais complexa ou pela que você gosta menos, dessa forma você não cai no erro de adiá-la e não se submete a ter que estudar um assunto complicado quando já estiver cansado.

Dormir bem para estudar melhor

Um cérebro fatigado opera abaixo da sua capacidade, afeta o seu estado de ânimo, energia, humor e afeta inclusive os seus hábitos alimentares. Dormir depois de realizar uma tarefa é tão importante quanto ter dormido bem na noite anterior, pois, durante o sono, o nosso cérebro não desliga, ele continua pensando, simulando a realidade e auxiliando a resolução de problemas.

Além disso, durante o sono, nosso cérebro realiza parte do processo de consolidação das nossas memórias: é como se ele “aproveitasse” que as coisas estão mais calmas para organizar a casa e gravar o que for importante na memória de longo prazo.  Inclusive, fica a dica: um cochilo diurno de menos de dez minutos já pode gerar efeitos benéficos na memória.

Mitos e verdades sobre o aprendizado, memória e neurociência

Apesar da ciência desafiar o senso comum e estudar tópicos tidos como “sabedoria popular”, existem mitos que persistem no imaginário coletivo, mesmo após serem desmentidos cientificamente. Graças à neurociência, temos certeza de que os mitos abaixo são falsos:

Mito: O cérebro só usa 10% da sua capacidade

Apesar desta crença ser comum, não existem evidências que apoiem este mito, assim como o equívoco frequente de se acreditar que os hemisférios  esquerdo e direito do nosso cérebro atuam de forma separada.

Apesar de já ter sido desmistificado pela neurociência há alguns anos, inclusive com exames médicos que revelam atividade em todas as áreas do cérebro, inclusive durante o sono, o chamado mito dos 10% continua presente no imaginário popular.

Mito: Nossos neurônios morrem conforme envelhecemos e não nascem mais

A teoria que, conforme envelhecemos, perdemos uma grande quantidade de neurônios surgiu com os estudos de H. Brody (1955), onde ele realizou a contagem de neurônios em pedaços do tecido nervoso de indivíduos de várias idades. Como resultado, foi notado que a quantidade de células nervosas diminuía conforme a idade aumentava. Contudo, baseados em técnicas mais modernas de contagem de neurônios, estudos mais recentes demonstraram que o envelhecimento não está obrigatoriamente ligado à morte progressiva dos neurônios.

Na realidade, o nosso cérebro possui pelo menos 100 bilhões de neurônios, que se modificam ao longo da vida, formando novas conexões, enfraquecendo conexões existentes e perdendo outras, portanto o cérebro também se regenera. Apesar de ser um processo ainda pouco compreendido pela ciência, estudos recentes mostram que diariamente são formados em torno de 700 novos neurônios, em uma região do nosso cérebro que tem forte papel na formação de nossas memórias: o hipocampo. Este processo é denominado neurogênese.

Portanto, pode ter certeza que o seu cérebro não pára de se desenvolver ao longo da vida, seja através de novos neurônios ou através das mudanças e adaptações na estrutura neuronal já existente.

Mito: QI alto implica mais sucesso

Este mito clássico de que pessoas inteligentes são automaticamente bem sucedidas não tem nenhum fundamento. Não há correlação entre o seu quociente e de inteligência e o seu desempenho em xadrez, música, esportes ou medicina. Imagine que os músicos de elite levam de 15 a 25 anos de prática até conquistarem o sucesso internacional! Este é um sinal de esforço, não de inteligência. Além de que os testes de inteligência não avaliam toda a gama de habilidades humanas.

Profissionais que chegaram ao topo praticaram intensivamente, estudaram com professores dedicados e foram estimulados pela família durante os seus anos de desenvolvimento.

Conclusão

Se você chegou até aqui, parabéns…! Além de estar super interessado a aprender novas técnicas para estudar melhor, você realmente leva o seu desenvolvimento a sério. Já que estamos aqui, porque você não deixa a gente te ajudar nessa jornada? Conheça os nossos planos de aprendizado e aplique a nossa metodologia para avançar na sua carreira, na vida pessoal, na preparação para o vestibular e ENEM, concursos públicos ou exames profissionais. 

Fontes:

HBR – The Making of an Expert

Allan Baddeley, Michael C. Anderson e Michael W. Eysenck – Memória

Anders Ericsson e Robert Pool – Direto ao ponto

David P. Ausubel – Aquisição e Retenção de Conhecimentos: uma perspectiva cognitiva

Doug Rohrer e Harold Pashler – Recent Research on Human Learning Challenges Conventional Instructional Strategies

Francisco Mora – Neuroeducación

Revisto Neuroeducação nº 4 – Dormir bem para aprender melhor

Iván Izquierdo – Memória

Tony Buzan – Use sua mente

Guy Lefrançois – Teorias da aprendizagem

Doug Rohr e Harold Pashler – Increasing retention without increasing study time

Kelli Taylor e Doug Rohrer – The effects of interleaved practice

Roediger e Butler – The critical role of retrieval practice in long-term retention

Dominic O’Brien – How to pass exams

APS – Take notes by hand for better long-term comprehension

Dráuzio Varela – A longa vida dos neurônios

Veja – Novos neurônios são criados durante a vida toda

Nathália Caldas - autora de conteúdo
autor do post

Nathalia Caldas, 31

Publicitária, aficionada por marcas, tecnologia e conteúdo, reside em Curitiba mas é cidadã do mundo. MBA em Gestão Estratégica e se dedica ao marketing digital há mais de 9 anos.