A meditação sai da ideia clássica de prática de monge budista para alcançar as
pessoas que buscam uma forma de sobreviver a um mundo tão caótico, com tantas
transformações e mudanças que fazem com que o indivíduo entre em pânico a todo
momento.
Há vários tipos de meditação conhecidos hoje, mas sem dúvida a que vem ganhando
grandes proporções no ocidente é a prática conhecida como mindfulness (atenção
plena, no Brasil).
O grande impacto da técnica vem da possibilidade de você esquecer um pouco o
ontem e o futuro – coisas que por si só já causam ansiedade – e faz com que você
seja capaz de viver no presente. Assim, o mindfulness parte da premissa de que o ser
deve focar no presente para se libertar de pensamentos limitantes, dolorosos,
assustadores, etc. A técnica usa de ferramentas de ancoragem para guiar o praticante
a um grande processo de compreensão do próprio corpo e de como se manifestam as
próprias emoções.
O neurocientista Pedro Calabrez diz que “a meditação, do ponto de vista do cérebro, a
grosso modo, é uma espécie de capacidade que o ser humano tem de prestar atenção
à sua própria atenção”. Essa capacidade tem sido cada vez mais tema de estudos
pelos cientistas e virou pesquisa recorrente nas universidades mais bem-conceituadas
do mundo.
A meditação cada vez mais se desenha como um remédio extremamente eficaz contra
as doenças do mundo moderno. A sociedade cada vez mais se afunda em remédios
contra ansiedade e depressão, tentando sobreviver a uma era informacional muito
veloz e cheia de cobranças.
É importante frisar que meditar é como escovar os dentes: tem que ser feito todo dia.
Você precisa ser constante no uso dessa prática. Não é uma ferramenta para se usar
apenas quando está estressado. Pesquisas recentes vêm mostrando que o uso da
técnica a longo prazo tem proporcionado um aumento na qualidade de vida, visto que
pode resultar numa melhora no quadro da depressão, no controle da ansiedade, na
diminuição do estresse, etc.
Mark Williams, em seu livro Atenção Plena, afirma que “a atenção plena consiste em
observar sem criticar e em ser compassivo consigo mesmo”. Desse modo, o que o
mindfulness permite é um olhar para o presente sem um olhar crítico, cheio de
julgamentos. A ideia é entender como seus pensamentos aparecem e desaparecem e
como seus sentimentos são a porta para bons e maus comportamentos.
Algo importante a se pontuar é que não se deve confundir mindfulness com religião.
Claramente a meditação tem uma representatividade religiosa, como acontece no
caso do budismo. Contudo, são coisas que não estão atreladas, tanto que você pode
ter pessoas como o neurocientista Sam Harris (reconhecidamente ateu) que faz uso
desse exercício mental e é um profundo defensor, sempre afirmando que não há uma
relação direta entre meditação e religião.
Posto isso, é hora de você buscar a meditação e partir para uma jornada de benefícios
que a prática irá te trazer e fazer com que você tenha uma saúde melhor, uma
mentalidade mais forte e uma maior qualidade de vida.

REFERÊNCIAS:
CALABREZ, Pedro. Meditação e o Cérebro (2017). (4m31s). Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=BnFbJeq32WA Acessado em: 06/04/2019

WILLIAMS, Mark; PENMAN, Danny. Atenção Plena (mindfulness): como encontrar
a paz em um mundo frenético. Rio de Janeiro: Sextante, 2015.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *