Neste artigo explicamos sobre a influência do QI no seu sucesso.

É comum pensar que as pessoas com maior sucesso intelectual já nasceram com uma habilidade herdada geneticamente ou inata. Porém, pesquisas realizadas com talentos de atividades de alta exigência mental como xadrez, matemática e medicina, não apontaram para nenhum super-poder especial. Reunimos para você os fatores que realmente influenciam diretamente no seu futuro sucesso.

Estudar, praticar, revisar – O jeito certo de aprender

De nada basta ter um desempenho alto em testes de raciocínio lógico e linguístico se a aplicação prática deste conhecimento não for produtiva. Mesmo para aqueles que acreditam que pessoas com QI acima da média terão um desempenho superior em provas, alcançar uma alta performance  intelectual está ao alcance de todos, basta aprender da forma correta.

Em qualquer área do conhecimento teórico ou prático, se você quiser aprender para valer, deverá se engajar em uma rotina intensa de estudos, provas práticas e revisões. As revisões são especialmente importantes, pois são a forma mais concreta de garantir que você não só aprendeu, mas também memorizou. Na hora H você não vai querer ter um branco, não é mesmo?

Existem formas erradas e certas de aprender. Juntando bons livros, professores e métodos de estudo pesquisados por cientistas, o sucesso intelectual é apenas uma questão de tempo.

Como preparar o cérebro para adquirir um novo conhecimento

A sua base de conhecimento, ou o que chamamos de estrutura cognitiva, deve ser organizada para relacionar com mais facilidade a informação nova que irá aprender com o que já conhece sobre o assunto que está estudando. É o mesmo que dizer que antes da sua sessão de estudo você vai fazer o “aquecimento e alongamento” do seu cérebro para que ele estabeleça novas conexões com mais facilidade.

Graças a técnicas que antecipam e consolidam o que você já conhece sobre a matéria, quando assistir a uma aula presencial, online ou fizer uma leitura técnica, você vai compreender com mais facilidade o assunto e consolidar as novas informações na memória, conectando este novo bloco e reforçando o que já estava na sua base cognitiva.

Na A-Cubed temos técnicas e ferramentas que vão turbinar sua aprendizagem, te ensinando a preparar o seu cérebro para “enganchar” novos conhecimentos com mais facilidade, conheça mais.

Outras dicas para estudar melhor são:

  • Manter o foco: Elimine todas as distrações que estejam te impedindo de avançar nos estudos – reserve um tempo fixo para as leituras e exercícios e se desconecte do mundo.
  • Gerenciar o tempo: Não exagere na duração das suas sessões de estudo. Se você sentiu que está mentalmente cansado, lembre-se: O seu cérebro também precisa repousar, assim como o seu corpo – se tiver a oportunidade, invista períodos curtos de tempo em descansos vespertinos, para complementar o seu tempo de sono noturno.

Melhor do que estudar horas e horas seguidas, é estudar do jeito certo e aprender mais em menos tempo.

O ambiente ideal para o desenvolvimento pessoal

Ninguém nasce predestinado geneticamente a ter sucesso, porém há fatores ambientais que influenciam o desenvolvimento das habilidades cognitivas e intelectuais que potencializam o sucesso. Em um estudo realizado por Benjamin Bloom com 120 indivíduos de diversas áreas, foram elencados os fatores domésticos que mais têm impacto no desenvolvimento de talentos jovens. São eles:

  • Valores familiares – Além de cultivar a realização pessoal como um valor familiar, os pais costumavam ser muito ativos e trabalhadores, sempre querendo dar o seu melhor. Como os passatempos favoritos da família costumavam incluir uma área de interesse especial, mesmo sendo praticantes amadores ou apenas como espectadores, estes pais associavam momentos de lazer a estas atividades que foram, mais tarde,  desenvolvidas com grande talento pelos filhos.
  • Os filhos são o centro da família – pais e mães dificilmente deixavam os filhos com babás, ao contrário, ambos pais acomodaram suas agendas e vidas para participar de treinamentos, competições, reuniões e atividades dos filhos em desenvolvimento.
  • Instrução iniciada pelos pais ou alguém próximo os talentos foram apresentados à música, esporte ou artes por alguém na família, vizinhos ou amigos próximos em aulas informais, ou durante oportunidades de lazer.
  • Adaptações às mudanças do desenvolvimento do talento – à medida que a carreira avançava durante os anos de maturação da habilidade dos jovens, os pais iam em busca de mestres mais especializados e reconhecidos na área.
  • Cobrança dupla – além do acompanhamento próximo de um professor exigente, os pais do atleta, músico ou jogador também monitoravam a prática diária e desempenho dos filhos. Os pais se sentiam tão responsáveis quanto o instrutor em manter “a barra de cobrança alta”.
  • Influência positiva – quando o aluno percebe que o tutor está genuinamente interessado no seu desenvolvimento, este estímulo emocional produz efeitos extremamente positivos na motivação pessoal e na manutenção do compromisso longo-prazo com os estudos e a prática de alguma habilidade.
  • Acúmulo de vantagens – Quanto mais especial e realizado o jovem se sente, mais deseja dedicar tempo e recursos emocionais à prática deliberada da atividade, pois vai se dando conta que tem uma vantagem especial naquilo.
  • Crer é poder A crença de que você pode ser bem-sucedido funciona para forçar a si mesmo a melhorar, mesmo quando não está com vontade. Acredite que você consegue estar entre os melhores e, se tiver disciplina, pode ser que chegue mesmo lá!

Alto desempenho requer alta dedicação

“Quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho” – Samuel Goldwyn

Pode parecer clichê, mas desejar o sucesso requer muito esforço pessoal, dedicação e sacrifícios contínuos durante muitas horas, anos e às vezes até décadas. O sucesso está muito mais relacionado ao esforço e à preparação do que à inteligência do indivíduo.

Quando questionados sobre as características dos seus filhos que melhor desenvolveram talentos artísticos, esportivos ou intelectuais, os pais apontaram a vontade de trabalhar e a busca por excelência como pontos principais. Mas não basta se dedicar sem foco, a prática deve ser exercida com qualidade.

Na sua jornada, você vai reconhecer que não é a repetição, nem o método mais rápido ou fácil o que te ajudarão a aprender mais – você será, de tempos em tempos, desafiado a sair da sua zona de conforto e das rotinas.

O compromisso longo-prazo com o aprendizado

No começo, pode ser que o desenvolvimento de um talento aconteça porque os pais estimularam a prática, independente do gosto pessoal e escolha dos filhos, e porque o jovem mantém uma relação saudável e engajada com o tutor; no entanto, à medida que se pratica bem uma habilidade, se desenvolve uma sensação especial de sentir-se competente naquele campo, especialmente quando ele é valorizada pela família.

Ao longo da jornada o compromisso deve ser reforçado, seja por professores ou tutores mais exigentes, seja pela satisfação pessoal de avançar no seu objetivo. O esforço de manter o compromisso é menos complexo do que o de criar um compromisso inexistente, mas ninguém atingiu a excelência por mera sorte ou por percorrer atalhos, eles chegaram lá porque firmaram um contrato consigo mesmos de que queriam ser os melhores naquilo que faziam.

A regra das 10.000 horas

Há outro mito que acompanha o das razões para se atingir o sucesso: de que existe um número de horas mínimas para se atingir a especialidade em uma área ou atividade. O “número mágico” seria de 10.000 horas – o padrão recorrente se você quiser se tornar um especialista. Essa “lei” foi disseminada por Malcolm Gladwell em 2008, no seu livro Outliers, porém há práticas que requerem menos tempo e outras mais.

Pianistas reconhecidos internacionalmente tiveram 25.000 horas de prática, violinistas 7.400 e os Beatles supostamente ensaiaram juntos durante 1.100 horas…

A questão aqui não está centrada apenas no número de horas, mas no fato de que treinar ano após ano não é garantia de um aprendizado completo. O tempo deve ser, antes de tudo, bem aplicado.

A relação entre QI e sucesso

A desculpa de que só os inteligentes se dão bem e obtêm sucesso é falsa! Não há qualquer relação direta entre o quociente de inteligência e a probabilidade de ser melhor sucedido na carreira, estudos ou vida pessoal. Com o acesso à informação e à tecnologia ficou muito mais simples conhecer tutores, materiais e conteúdos de altíssima qualidade para escrever o sucesso com as suas próprias mãos.

Na A-Cubed, porque acreditamos no desenvolvimento completo do seu potencial de aprendizado, criamos um método inédito para te ajudar a estudar para concurso, ENEM, vestibular ou para, através do alto desempenho intelectual, decolar sua vida profissional e  projetos pessoais. Não deixe o sucesso apenas para os planos, comece hoje mesmo!

Fontes:

Benjamin Bloom – Developing talent in young people

Anders Ericsson e Robert Pool – Direto ao ponto




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